Acordo com Microsoft deve render economia ao Yahoo!

Possível acordo com a Microsoft renderia ao Yahoo! economia de cerca de US$700 milhões. A informação foi dada pela CEO da empresa, Carol Bartz em conferência nesta quarta-feira, 03/06. Analistas acreditam que os benefícios e a quantia economizada podem ser ainda maiores. (mais…)

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Ivan Vasconcelos, PinSEM
dia 5 de junho de 2009

Indianos lançam o yauba: o primeiro buscador no mundo com proteção à privacidade

Em contrapartida à discussão crescente sobre a privacidade na internet e à agregação de produtos e ferramentas indo por esse lado, um grupo indiano acaba de lançar o yauba: O Primeiro Buscador no Mundo com Proteção à Privacidade ™. (mais…)

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dia 4 de junho de 2009

Google apresenta novo buscador semântico

O Google Squared, novo serviço de buscas da empresa, já está no ar. O anúncio oficial do lançamento foi feito nesta quinta-feira (04), mas a ferramenta foi apresentada em maio. (mais…)

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dia 4 de junho de 2009

Microsoft anuncia oficialmente buscador Bing

Buscando um espaço relevante no mercado dominado pelo Google, a Microsoft anunciou seu novo sistema de buscas. Chamado de Bing, o buscador já vem sendo testado internamente pela companhia há alguns meses. (mais…)

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dia 28 de maio de 2009

Google quer chegar a todos os lugares possíveis

O Google apresentou nesta quinta-feira seus planos e desafios para a América Latina, durante o Google Press Sumit GPS 2.0. Entre os destaques estão a intenção da empresa em aprimorar inda mais seu sistema de busca, líder do mercado mundial, e a pretensão de inovar com buscas feitas por meio de dispositivos de voz e celulares. (mais…)

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dia 28 de maio de 2009

Yahoo! venderia buscas por “navios de dinheiro”

E a novela está de volta. Depois de tentativas fracassadas da união entre Microsoft e Yahoo!, um novo capítulo reacende as chances. Em declaração concedida nesta quarta-feira, a Chief Executive Officer (CEO) e principal executiva do Yahoo, Carol Bartz, disse que está aberta a fechar acordo na área de buscas. Mas, para isso, a interessada teria que desembolsar “muito dinheiro”. (mais…)

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dia 28 de maio de 2009

Microsoft investe até US$ 100 milhões para bater Google

A Microsoft vai fazer uma grande campanha para divulgar o Bing, seu novo buscador. Segundo o site AdAge, cerca de US$ 80 milhões a US$ 100 milhões serão investidos para promovê-lo e concorrer diretamente com o líder Google. A novidade deve ser anunciada durante esta semana no evento All Things D, do jornal norte-americano The Wall Street Journal. (mais…)

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dia 26 de maio de 2009

Kumo estréia semana que vem

A Microsoft deve apresentar na próxima semana uma nova versão do seu mecanismo de busca online, publicou o Wall Street Journal, citando fontes familiares ao assunto. (mais…)

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dia 21 de maio de 2009

Buscadores: Yahoo pretende transformar modelo. Google Amplia liderança

Yahoo pretende transformar modelo de buscas da web

Para sobreviver no mercado de buscas da internet, o Yahoo pode mudar a maneira como esse serviço trabalha atualmente. A empresa quer implantar um serviço que entenda o usuário e com isso, os dados pesquisados e apresentados serão exatamente o que ele deseja. (mais…)

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dia 20 de maio de 2009

TweetRank? Twitter Search planeja indexar sites twittados

Segundo reportou o TechCrunch, Santosh Jayaram, novo Vice-Presidente de Operações do Twitter, anunciou recentemente que o Twitter Search, um mecanismo de pesquisa em tempo real que varre as micro-mensagens da rede social, começará em breve a indexar os links que as pessoas divulgam em seus tweets. (mais…)

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dia 10 de maio de 2009

Google SearchWiki

Um novo experimento do Google Search, que permite aos usuários votarem e anotarem os resultados da pesquisa acabou de chegar nas últimas semanas, nomeado de Google SearchWiki.

O Google descreve o serviço como uma forma de “personalizar seus resultados de pesquisa com seus rankings, deleções, e comentários – e também ver como outras pessoas estão usando o Google e adaptando suas pesquisas”. Você pode promover ou despromover resultados de pesquisa, adicionar novas páginas web para os resultados da pesquisa, postar comentários e ler os comentários de outras pessoas. Não ficou claro se os votos dos usuários influênciam na classificação geral dos resultados, mas é provável que isto ocorra.

SearchWiki ainda não está disponível para todos os países, mas você pode testar a nova funcionalidade na página americana do Google Search, você precisa estar autenticado na sua conta do Google, para poder personalizar os resultados das suas pesquisas.

O novo recurso é uma forma mais transparente para personalizar os resultados da pesquisa, desta vez, o Google permite aos usuários decidirem quais os resultados da pesquisa são as mais relevantes e de compartilhar seus comentários nos resultados com outros usuários. Seus comentários são armazenados nessa página, onde você poderá ver um relatório das suas últimas pesquisas.

Assista um video feito por um dos Engenheiros do Google SearchWiki, explicando o funcionamento da novidade: google-searchwiki.html

02/12/08, do post original do Google Discovery

Um comentário
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dia 5 de fevereiro de 2009

Google já abocanha 72% das buscas nos EUA

O Google aumentou sua participação para 72% das buscas online nos Estados Unidos em outubro. O aumento é de 7,6 pontos percentuais ou 11% a mais do que o mesmo período no ano anterior, de acordo com a Hitwise.

Segundo informou o PC World, o Google tinha 64,49% das buscas americanas em 2007 e desde então está abocanhando participação dos concorrentes. O Yahoo! Search, em outubro deste ano, registrou 17,74% de participação, queda em comparação aos 21,65% que tinha em 2007.

O serviço de buscas do MSN, Search MSN, também perdeu participação em um ano, e passou de 7,42% em outubro de 2007 para 5,4% no mesmo período deste ano. Em relação setembro de 2008, que teve 5,36%, contudo, houve aumento.

A comScore afirma que em outubro deste ano a participação do Google no mercado de buscas cresceu 7% em relação ao mesmo mês de 2007.

18/12/08, da Redação Adnews.

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dia 18 de dezembro de 2008

Você paga pela banda do Google, diz estudo

A pesquisa do instituto Precursor – já contestada pelo Google – alega que a empresa de internet utiliza 16,5% da capacidade de consumo da internet comercial nos Estados Unidos. Em 2010, a empresa consumirá 37% de toda a banda, aponta o estudo.

O alto consumo do Google é puxado pelos robôs de busca que vasculham as páginas da internet indexando conteúdo e pelos vídeos do YouTube, que respondem por quase a metade todo o streaming da web, segundo o estudo.

O estudo estima que o Google gastou cerca de US$ 344 milhões para financiar a banda larga comercial em 2008 – o que equivale a 0,8% dos custos mensais com a internet, que somam US$ 44 bilhões.

O instituto sugere que, portanto, os usuários garantem um subsídio de US$ 6,9 bilhões ao Google, só nos Estados Unidos.

Scott Cleland, presidente da Precursor e autor do estudo, disse no blog da empresa que a principal conclusão do estudo é que os maiores usuários de banda – como o Google – devem ter uma contribuição proporcional para os custos de infra-estrutura.

O Google já rebateu as críticas em um de seus blogs, acusando o estudo de ser parcial. Richard Whitt, conselheiro de mídia do Google, afirmou que Cleland é pago por empresas de telefonia e cabo, como AT&T, Verizon e Time Warner.

Segundo Whitt, o Google já gasta bilhões com banda e servidores para manter seus data centers e para trafegar os dados dos seus domínios para o backbone da internet.

O executivo argumenta ainda que é um erro contabilizar serviços usados voluntariamente pelos internautas por meio dos seus pacotes de banda larga como responsabilidade do Google.

Por Daniela Moreira, de INFO Online, publicado no AdNews em 05/12/08

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dia 6 de dezembro de 2008

YouTube muda para driblar manipulação

O Google anunciou mudanças no YouTube para evitar que práticas de SEO (Search Engine Optimization) sejam utilizadas para manipular o usuário.

Em seu blog, o site revelou uma série de mudanças que planekam esconder vídeos considerados pouco relevantes e dar mais visibilidade a vídeos com potencial de obter alta audiência.

De acordo com o texto,  mudança mais significativa está no algoritmo usado pelo YouTube para sugerir vídeos relacionados ao final do vídeo que estava sendo transmitido.

De acordo com os administradores do site, muitos publicadores utilizam técnicas de SEO para enganar os internautas, como por exemplo, o preenchimento de com informações erradas os campos de tags, títulos e descrições. Isto pode ser feito para associar um vídeo a outro muito popular e alavancar a audiência de um conteúdo de forma artificial.

Outra alteração é na forma como o YouTube exibe as miniaturas de vídeo. O site não irá mais vai escolher o primeiro frame do vídeo, mas sim um frame aleatório, o que deve evitar a utilização de imagens apelativas para chamar a atenção do usuário.

A terceira modificação é no filtro do YouTube para combater o conteúdo pornografico. O novo filtro vai restringir também vídeos que possuem conteúdo “sexualmente sugestivo”, nas palavras do Google.

A empresa considera “sexualmente sugestivos” vídeos que insinuam relações sexuais ou mostram imagens de nudez parcial. Se não forem banidos do site, os vídeos solicitarão confirmação de idade para que possam ser transmitidos.

03/12/08, da redação Adnews, com informações do Plantão INFO

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dia 3 de dezembro de 2008

Google alcança 71% das buscas americanas

O Google continua a dominar o mercado de buscas americanas. A empresa obteve participação no mercado de 71,7% ante 64,5% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com estudo da Hitwise.

O crescimento da companhia é único dentre as outras empresas do ramo. A participação Yahoo! caiu de 21,7% em 2007 para 17,7% em 2008. A Microsoft também caiu, de 7,4% em 2007 para 5,4% nesse ano.

O estudo foi baseado nos hábitos de cerca de 10 milhões de usuários nos Estados Unidos. No caso dos números creditados à Microsoft, a pesquisa considera o Live.com, o MSN Search, mas deixa de incluir o Club Live.com.

O resto da fatia do mercado está sendo dividido pela Ask.com, que tem 3,5% das buscas, e por outros 43 sistemas de pesquisa que, somados, tem 1,6% de participação.

14/11/08, da Redação Adnews, com informações do IDGNow!

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dia 14 de novembro de 2008

Google alcança 71% das buscas americanas

O Google continua a dominar o mercado de buscas americanas. A empresa obteve participação no mercado de 71,7% ante 64,5% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com estudo da Hitwise.

O crescimento da companhia é único dentre as outras empresas do ramo. A participação Yahoo! caiu de 21,7% em 2007 para 17,7% em 2008. A Microsoft também caiu, de 7,4% em 2007 para 5,4% nesse ano.

O estudo foi baseado nos hábitos de cerca de 10 milhões de usuários nos Estados Unidos. No caso dos números creditados à Microsoft, a pesquisa considera o Live.com, o MSN Search, mas deixa de incluir o Club Live.com.

O resto da fatia do mercado está sendo dividido pela Ask.com, que tem 3,5% das buscas, e por outros 43 sistemas de pesquisa que, somados, tem 1,6% de participação.

14/11/08, da Redação Adnews, com informações do IDGNow!

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dia 14 de novembro de 2008

Feriado do dia das crianças aquece vendas na web

De acordo com a matéria publicada hoje no AdNews, a expectativa do faturamento online nesse período é de R$ 359 mlhões, segundo a e-bit, especializada em informações sobre o varejo digital. Esse número está em torno de 30% a mais em relação ao mesmo período do ano passado. Veja as estimativas por setor:

Categorias de Produtos
Participação
Livros
14%
Informática
13%
Eletrônicos
11%
Telefonia Celular
8%
Títulos de CD, DVD e Vídeo
7%
Brinquedos
5%

Ainda, segundo o estudo,  o tíquete médio gasto deve se manter estável, atingindo a casa dos R$ 300,00, valor que se mantém desde janeiro para as compras realizadas no comércio eletrônico.

Bom, o que podemos conluir é que, dia-a-dia a web vai se tornando mais forte e presente entre as pessoas e, definitivamente, ela veio pra ficar. E por falar em ficar, as empresas que “ficarem fora dessa” vão perder o bonde e colocar em risco o sucesso de seus negócios.

E então, é hora ou não de parar de se esconder dos seues consumidores? è hora ou não de entrar de vez (mas com parcimônia) na publicidade online? É hora ou não de remodelar seu website, de ter uma agência online, de se fazer uma boa campanha de marketing de buscas (principalmente nos links patrocinados) estar bem colocado nos resultados das buscas do Google e Yahoo (entre outros), sendo na busca orgânica e principalmente aparecer em destaque para vários termos nos links patrocinados?

É, definitivamente eis a hora de se fazer mídia ditigal, campanhas de links patrocinados (em pesquisa e em redes de conteúdo), SEO, SEM….

Abraços e bom faturamento nesse feriado!

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Ivan Vasconcelos, PinSEM
dia 3 de outubro de 2008

Google considera
sinônimos nas buscas

Notícia velha para alguns, novidade para outros. Um post de julho do blog oficial da Google dissertou sobre as tecnologias por trás do buscador. Entre outras coisas, mostrou algumas funcionalidades do buscador para tornar maior o entendimento da consulta; entre elas está a utilização de sinônimos.

O que mais gente pode ter conhecimento, já que os resultados são facilmente visíveis, é que o Google considera palavras semelhantes aos termos da consulta ao realizar a busca (como variações de gênero, número e grau e conjugações de verbo). Por exemplo: procurado por “monitores LCD”, são apresentados resultados contendo também o termo “monitor LCD”. Quando apropriado, as palavras são reduzidas ao seu radical, de forma que variações do tipo “visualiza”, “vizualizavam”, “visualização” são todas consideradas em uma busca contendo “visualizar”, por exemplo.

Esse procedimento é conhecido como stemming e vem sendo utilizado pelo Google desde 2003. Apesar das vantagens, seu uso é limitado. Considerando somente o stemming, consultas com o termo “contemplar” não apresentarão resultados contendo “observar”, “apreciar” e “examinar”, por exemplo, que, dependendo da ocasião, são totalmente similares.

Esse casamento de palavras só seria possível com a utilização de sinônimos. Um exemplo citado no post da Google mostra uma aplicação: uma consulta por “kofee annan” provavelmente se refere ao diplomata Kofi Annan, e essa sugestão é apresentada em “Você quis dizer”:

Por outro lado, quando procurado por “kofee beans”, agora querendo dizer grãos de café, é apresentada a sugestão:

Um outro exemplo dessa utilização pode ser a consulta por “dr drauzio varella”, que também traz resultados contendo a palavra “doutor”. Além disso, a busca “pc e seu impacto nas pessoas” na verdade quer dizer “computador e seu impacto na sociedade”, e isso é levado em conta.

Exemplos à parte, sem dúvida considerar sinônimos nas buscas é um avanço necessário. Muitos buscadores estão sendo desenvolvidos, com tecnologias muitas vezes que superam a do Google. A seu favor, a empresa tem a promessa de indexar toda a internet e a credibilidade dos usuários. Se sua tecnologia não é aprimorada, isso pode ser deixado para trás.

Os avanços sempre consideram inicialmente a língua inglesa. Provavelmente, já são considerados muito mais sinônimos no inglês do que no português, o que pode parecer que pouco está sendo feito. Mas trabalhar na área de linguagem natural é sempre um desafio e demanda muito tempo. Pelo menos, já sabemos que isso é oficial e que, dentro de algum tempo, busca será sinônimo de solução!

Update: Como bem lembrado pelo amigo Marcos (@fot4saken), para forçar a busca considerar também sinônimos, digite “~” antes do termo. Assim, procurado por “~comida”, resultados contendo “gastronomia”, por exemplo, são mostrados logo na primeira página. :)

Fonte original: Search Engine Land, do post em GoogleDiscovery. 29/08/2008

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Ivan Vasconcelos, PinSEM
dia 29 de agosto de 2008

O Google é uma
empresa de mídia?

Digite “buttermilk pancakes” no Google, e entre os três ou quatro primeiros resultados você encontrará o link para um site chamado Knol, de propriedade do Google, que exibe a foto de uma pilha deliciosa de panquecas de queijo e a sua receita completa.

O Google pretende que o Knol seja um lugar onde especialistas possam compartilhar conhecimento sobre uma variedade de tópicos. Sua intenção é criar um tipo de enciclopédia on-line construída por um grande número de indivíduos. Mas, ao contrário da Wikipedia, que é editada coletivamente e livre de propaganda, os colaboradores do Knol assinam seus artigos e mantêm o controle editorial do conteúdo. E eles podem inserir anúncios em suas páginas, vendidos pelo Google.

O Knol surgiu há cerca de um mês e ainda é relativamente desconhecido, mas já intimida algumas empresas de mídia que consideram o Google um concorrente em potencial. Elas prevêem que o portal de buscas se tornará um rival poderoso, um concorrente que, além de proprietário de um número crescente de sites de conteúdo — como o YouTube, líder em vídeos on-line, e o Blogger, principal serviço de bloggs –, também terá a chave da navegação dos usuários na web.

“Se alguma propriedade do Google estiver de fato tirando dinheiro dos seus parceiros, o problema é real”, disse Wenda Harris Millard, co-chefe executiva da Martha Stewart Living Omnimedia.

Dinheiro, naturalmente, é uma questão central. Quanto pior a classificação de um site no ranking de resultados de busca, menor é o tráfego que recebe dos portais de busca. E se a audiência é menor, o site obtém menos dinheiro com publicidade.

Apesar de a receita de panqueca de queijo da Martha Stewart aparecer abaixo da receita do Knol nos rankings do Google, Millard não acredita que o portal favoreça injustamente as páginas do próprio site. Ela ressalva, porém, que o duplo papel do Google — como portal de busca e como site de conteúdo — gera um problema perceptivo. “Na cabeça das pessoas, a questão é se o Google, que cresce sem parar, conseguirá manter a imparcialidade”, observa.

O Google sempre afirmou que jamais comprometeria a objetividade dos seus resultados de busca. E diz que trata as páginas do Knol da forma a qualquer outra página na internet. “Se as páginas do Knol estão bem classificadas no ranking, é porque mereceram a posição”, disse Gabriel Stricker, porta-voz do Google.

Não há provas de um tratamento preferencial do Knol. Muitas das suas páginas bem posicionadas no ranking do Google também aparecem no topo do Yahoo (na quarta posição).

Há muito tempo o Google insiste que não tem planos de possuir ou criar conteúdo, e que é amigo, e não inimigo, das empresas de mídia. O portal de busca encaminha um número imenso de usuários para milhares de empresas de mídia, muitas das quais também confiam nele para atrair publicidade para os seus endereços.

“Mantemos nossa visão de ser o melhor canal possível de conexão entre o que as pessoas pesquisam e as respostas que obtêm. Por esse motivo, não nos interessa ter ou criar conteúdo”, declarou Stricker. Segundo ele, o Knol é apenas uma ferramenta que permite a outros criar e publicar informação. Só depois disso é que “entramos com o nosso trabalho, o de organizar essa informação”, explica. Ele acrescenta que o Google não detém direitos autorais sobre o conteúdo do Knol e nem inclui seu logo no site.

O Knol não é a primeira iniciativa do Google em hospedagem de conteúdo. Há muito tempo a empresa opera o Blogger, um dos serviços mais populares da categoria. O Google digitaliza milhões de livros, disponibilizados no serviço de busca. Possui os arquivos da Usenet, popular coleção de fóruns de discussão on-line que antecedeu a Web. Também transporta notícias da Associated Press no Google News, e publica informações das bolsas de valores via Google Finance. E, naturalmente, é dono do YouTube, um dos maiores sites de vídeo da web.

Os críticos dizem que cada nova iniciativa do portal nessa área lança ainda mais dúvidas sobre a sua alegação de não ser uma empresa de mídia. “O Google pode dizer que não está no negócio de conteúdo. Mas, se está pagando pessoas e distribuindo e arquivando o trabalho, fica cada vez mais difícil sustentar esse ponto”, disse Jason Calacanis, chefe-executivo do Mahalo, portal de busca que se apóia em editores para criar páginas de assuntos variados. “Eles disputam talentos, anunciantes e usuários com os sites de conteúdo”, acrescenta.

O Knol é considerado um concorrente potencial da Wikipedia e de outros sites que abarcam uma ampla variedade de tópicos, entre eles Mahalo e About.com, este da The New York Times Company. O About usa especialistas, chamados de “guias”, para escrever artigos sobre diferentes assuntos. Perguntado se o Knol representa uma ameaça ao About.com, Martin Nisenholtz, vice-presidente sênior de operações digitais da Times Company, respondeu que “o About.com está muito bem posicionado no mercado.”

O Knol também poderia competir com muitos sites especializados em temas únicos, como o WebMD, que fornece informações médicas, ou com os sites instrutivos mais superciais que proliferam na web, do tipo “faça você mesmo” e que ensinam culinária e outras habilidades. Algumas empresas de mídia digital não se mostram preocupadas com a perspectiva de concorrência.

“Se o Google trata o Knol da mesma forma como trata os outros sites, significa que é apenas mais uma das companhias que produzem conteúdo”, disse Richard Rosenblatt, chefe-executivo da Demand Media, empresa on-line de rápido crescimento que opera sites de conteúdo do estilo “faça você mesmo”, como eHow e ExpertVillage.

Rosenblatt, que era o chefe-executivo da Intermix Media quando esta vendeu o MySpace à News Corp., disse que, se a popularidade do Knol aumentar, ele estudará a possibilidade de postar conteúdo da Demand Media no site. Hoje, da mesma forma que muitas outras empresas de mídia, a Demand veicula uma grande quantidade de vídeos no YouTube. “Temos um enorme volume de tráfego no YouTube, e ele não canibalizou o ExpertVillage”, disse o executivo.

Outras empresas de mídia, como a WebMD, já colocaram seu conteúdo no Knol. “Participamos do Google Knol na base de teste, como fizemos com outras ofertas similares. Estamos avaliando sua eficácia no desenvolvimento de percepção da marca WebMD”, explicou por e-mail a porta-voz da companhia, Jennifer Newman.

Millard, a executiva da Martha Stewart, disse que pensou em usar o Knol mas mudou de idéia: “Se fizermos isso, construiremos o negócio deles, e não o nosso.”

Calacanis, do Mahalo, disse que o crescente avanço do Google na área de conteúdo poderá criar conflitos semelhantes aos enfrentados pela Microsoft em seu duplo papel – de provedora de um sistema operacional que roda aplicações de outros, e de desenvolvedora de suas próprias aplicações.

Com sites como YouTube, Knol, Blogger e outros, apontou, o Google possivelmente responderia por três dos dez primeiros resultados apresentados em algumas buscas – o que poderia afastar seus parceiros de propaganda, mesmo sem indícios de que estaria favorecendo artificialmente os seus próprios sites.

Apesar da sua contribuição para o sucesso de outros provedores, é evidente que o Google não deixará de entrar em áreas de conteúdo que considera de “alto valor”, disse David Yoffie, professor da Harvard Business School. “Se sou um provedor de conteúdo que depende do Google como mecanismo de geração de tráfego, devo temer sua eventual concorrência no futuro? A resposta é absolutamente, positivamente sim”, afirmou.

Apesar da aparente imparcialidade do Google nas respostas às buscas, o professor acredita que a expansão do portal na área de conteúdo levará aos mesmos conflitos enfrentados pela Microsoft há mais de dez anos. “Muitos dos problemas que aconteceram nos anos 1990 entre a Microsoft e seu ecossistema ocorrerão também com Google “, conclui Yoffie.

Por Miguel Helft/The New York Times
(Publicado pela Gazeta Mercantil)
19/08/08. Post original por AdNews

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Ivan Vasconcelos, PinSEM
dia 19 de agosto de 2008

Microsoft compra empresa
de busca semântica

Aquisição da Powerset é uma tentativa de derrubar o Google, líder nas buscas de internet

A Microsoft comprou, no mês passado, a pequena empresa de busca na internet Powerset. A aquisição da companhia, desenvolvedora das chamadas “buscas semânticas”, é uma tentativa da criadora do Windows de bater o Google, líder de buscas na web.

Há quem diga que até mesmo a popularidade das tags – em que usuários associam páginas, imagens e textos a palavras-chave – já é o início da construção de uma web semântica. Serviços de “social bookmarking” como o famoso Delicious, que passou por uma reestruturação no mês passado, seriam o começo para a elaboração de uma internet mais inteligente. 

Também chamada de Web 3.0 por alguns futurólogos, a suposta superação do atual modelo de redes sociais já possui alguns embriões. Em junho deste ano, o surgimento do Tag Galaxy, que organiza fotos do Flickr de modo visual e a partir das tags das imagens, também fez barulho na web. 

A teoria possui respaldo de pensadores famosos da cibercultura. O filósofo Pierre Lévy, por exemplo, aposta em uma linguagem que permita articular todos os conhecimentos acumulados na web como blocos semânticos de informação. “Falo em algo que permita que as pessoas manipulem esses conhecimentos ilimitados, um sistema diferente de pensar a vida”, sugere Lévy.

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Daniel Martins
dia 7 de agosto de 2008

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