E-commerce movimentou R$ 8,2 bilhões no Brasil em 2008
Previsão de crescimento para este ano é de 25%, ou R$ 10,2 bilhões
O ano de 2008 foi prodigioso para o comércio eletrônico brasileiro. Não só pelo expressivo crescimento do faturamento do setor, que bateu na casa dos R$ 8,2 bilhões – número 30% superior ao registrado no ano anterior – mas também porque a confiança do consumidor nas transações online demonstra que o segmento tem cada vez mais credibilidade. Outra prova disso é que o tÃquete médio também cresceu e fecha o ano em R$ 325,00.
Atualmente, são mais de 13 milhões de pessoas comprando pela internet e os sinais para os próximos 12 meses são positivos, mesmo com uma possÃvel desaceleração por conta do repasse da alta do dólar nos preços dos produtos importados. A previsão é de que o faturamento tenha uma alta de 25% e atinja R$ 10,2 bilhões em 2009.
Aliás, vale comentar que a crise de crédito que diversos setores enfrentam não afetou o comércio online até o momento. Tanto os resultados das empresas do varejo digital no terceiro trimestre, quanto pesquisas recentemente publicadas, demonstram que as vendas pela internet tornaram-se uma importante válvula de escape para manter o crescimento das empresas do mercado tradicional.
Em um presente onde o consumidor procura por preços mais em conta, melhores condições de pagamento e produtos com mais custo x benefÃcio, é difÃcil encontrar soluções mais interessantes que a compra pela rede. Tanto que o resultado do natal de 2008 não poderia ser melhor: evolução de 15% no consumo digital contra um porcentual de 11% em 2007.Â
É preciso ressaltar também que mesmo com a previsão da entrada de 4 milhões de novos consumidores, o tÃquete médio deverá se manter estável, já que produtos como informática, celulares e eletroeletrônicos, que colaboraram fortemente para a curva ascendente em 2006 e 2007, deverão sofrer com uma pequena retração nas vendas.
Outro movimento interessante que merece destaque é o fato dos preços dos produtos terem sofrido retração no último ano, o que pode ser confirmado na pesquisa do Instituto Provar, na qual produtos como celulares tiveram uma retração de 19,9% e os bens de informática recuaram 11,8%.
Diversos aspectos devem influenciar o crescimento do comércio eletrônico em 2009, mas reitero que alguns deles farão diferença: as promoções de frete grátis, o parcelamento sem juros e os preços mais competitivos em relação ao varejo tradicional. Por tudo isso, é certo o aumento na freqüência de uso do canal web por parte do consumidor.
21/01/09, da Propmark
- Comente aqui
- PinSEM
- dia 22 de janeiro de 2009
O Consumo e as Diferentes Classes Sociais
Artigo escrito por Sandra Turchi*
Eis um assunto fascinante, as formas como as classes sociais se relacionam com o consumo, suas diferenças e, muitas vezes, suas semelhanças.
Vivemos no paÃs dos grandes paradoxos, principalmente, quando o assunto é a disparidade social. E quando transportamos essas contradições para o mundo das compras percebemos claramente como se comportam.
Observamos uma “fila†de algumas semanas para adquirir a nova bolsa da grife Louis Vuitton, a Lockit Alligator, por R$ 58 mil, bem como a abertura de novas lojas em São Paulo da Giorgio Armani e da francesa Hermès, além da Gucci que também está chegando, para atender aos consumidores que representam menos de 1% da população brasileira, sendo que ao mesmo tempo tivemos acesso ao crescimento da classe média no paÃs, conforme estudo da FGV, em que mais da metade da população (51,8%) recebe entre R$ 1.064 e R$ 4.591 por mês. (mais…)
- Ivan Vasconcelos, PinSEM
- dia 10 de novembro de 2008
Internet: a mina de ouro
dos anunciantes
No primeiro semestre de 2008, atingiu mais de 3% de participação no mercado, o que significou uma melhora de 45% em relação ao mesmo perÃodo de 2007. Os dados são do Internet Advertising Bureau (IAB). Embora seja tÃmido, o crescimento já aponta ganhos futuros maiores.
A Microsoft, por exemplo,  deu inÃcio a um redirecionamento mundial no rumo da internet, com estratégia de oferecer softwares e serviços gratuitos com receita baseada na publicidade. Segundo diretores da empresa, a propaganda online faz parte da visão estratégica, que deve se refletir nos números do próximo ano fiscal.
Brasil
Gigantes mundiais não têm do que reclamar da terra brasileira. O paÃs registra os melhores crescimentos de Google Yahoo!, que ampliam as oportunidades no mercado nacional. Segundo o presidente do Yahoo! no Brasil, Guileherme Ribenboim, os executivos da companhia “olham para o Brasil com lupaâ€. Durante o primeiro trimestre, a filial ampliou faturamento em 60%, contra a média de 15% ao redor do mundo.
No Google, o cenário otimista não é diferente. Pelo segundo ano consecultivo, o escritório brasileiro é o que mais cresce em comparação global. Há três anos, o crescimento da empresa é na casa dos três dÃgitos. Também por isso, o executivo Alexandre Hohagen foi promovido à presidência da companhia na América Latina, enquanto as próprias operações foram transferidas da Califórnia para São Paulo.
Â
01/09/08, da Redação Adnews, com informações do jornal Zero Hora
- Ivan Vasconcelos, PinSEM
- dia 1 de setembro de 2008
A sazonalidade do consumo
Artigo escrito por Sandra Turchi*
Sempre que se encerra uma determinada data comemorativa para o varejo estudos e levantamentos são publicados para elucidar como se comportou o consumo no perÃodo. Recentemente, com a passagem do Dia dos Pais, que é a quinta data mais importante para o comércio, depois do Natal, Dia da Mães, dos Namorados e Dia das Crianças, observamos que os produtos mais procurados foram roupas e calçados e que a média de valor gasto em presentes foi de R$ 23,00, segundo pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) realizada pela Ipsos Public Affairs.
Nessas datas é tÃpico observar um aumento na quantidade de campanhas publicitárias não apenas do varejo, mas também dos Shoppings Centers, das marcas da indústria bem como de serviços atrelados ao consumo, como financiamentos por exemplo.
Não é incomum verificarmos também anúncios de produtos com valores agregados mais altos, como móveis e automóveis, pois algumas pessoas aguardam essas datas para presentear com esse tipo de item, ou mesmo, para uma auto-indulgência. (mais…)
- Ivan Vasconcelos, PinSEM
- dia 1 de setembro de 2008